Somos tão covardes ao ponto de evitar até mesmo nossas vozes?
Temos tanto medo assim de que ao ver as coisas se ajustando, os detalhes se encaixando e os sons se compreendendo, sintamos um desejo maior do que nós por nós mesmos e não aguentemos nossas vidas?
Não vou negar que te quis por muito tempo e acho que no fundo sempre vou te querer, mas eu sei me comportar. Aprendi.
Mas eu também sei que esse fundo é alcançável, só por você, de várias maneiras e sei também que as vezes, sem querer, você alcança ali e me faz ter vontade, uma vontade enorme de largar tudo e correr até sua casa, que nunca foi tão longe, mas sempre me manteve distante.
E isso tudo porque nós não soubemos o que fazer, a tempo e a desejo.
Agora, que tragédia, há tempo de sobra, o que não resta mais é desejo. Não existe mais a vontade de se ver, o querer bem, a saudade. Não há mais nada disso.
Somos covardes e nos orgulhamos disso, infelizmente.
Paula Toller é que estava certa "Se a gente não fizesse tudo tão depressa, podia ter vivido um grande amor"




Nenhum comentário:
Postar um comentário