Je ne sais pas

Je ne sais pas, ne savent pas. Vous devez lire pour moi de déchiffrer, il faut venir à bien connaître le contexte de ce que j'ai réellement dit. Pas l'intention d'ecrire la philosophie, l'idéologie ou quelue chose comme ça. Mon but est de vous faire plonger.



Eu usei o Google tradutor ;D

30 março, 2011

A ilusão do entra-e-sai de milhões de pessoas diferentes que eu sinto é tão perfeita que eu chego a sentir a dor de verdade.
Grito Aleluia quando mais um vem entrando, pra esse lado que já está tão cheio e ainda há lugar pra tantas pessoas. Chego a pensar que não, não aguentarei, mas ouço a multidão sussurrar em meus ouvidos calma, com jeito isso aqui ficará tão bom que você não irá mais querer sair. 
Mexe, revira, me joga e eu a vejo ali no canto, sendo uma mulher. Eu que já vim tantas vezes por aqui não a tinha percebido antes. Ela que parece compactar toda essa dor em um coração fora do seu corpo, se mexe de acordo com a música. Alto e gritando. Baixo e gemendo. Deixo de fazer parte do elenco para observá-lo desempenhar seu papel tão bravamente.
Todos os dias agora, procuro-a e observo-a. Ela faz parecer ser quase prazeroso, quase recompensador. E no fim do expediente, ela se vai, com uma cara de pureza que parece que ela nunca esteve ali, que nunca se envolveu com tamanha sujeira. Com uma cara de quem mantém sua pureza intacta, longe de tanta depravação.
E eu prometo a amar intensamente no dia seguinte, mas ela não aparece, não volta. Nunca mais.
Era uma mulher de compromisso, de trabalho, profissional, como eu fui um dia. Não podia sentir o cheiro de amor, que corria daquele lugar. Esquecida de que a vida é também uma atuação, quando na sexta à noite eu finjo um prazer indescritível, pensando em ser aquela mulher. Querendo estar longe daqui, perto de lá, sentindo as diferenças, distinguindo um velho de um menino, mesmo no escuro.
Como ela foi um dia, como eu fui um dia. E eu não tinha notado ainda.